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A modernização tem como resultado negativo a destruição de patrimônios
históricos e culturais e, conseqüentemente, a desvalorização de elementos
da história de um povo e de uma região. Se não houver a constante
preocupação de se preservar esses elementos, a História perde suas raízes
e, como uma árvore oca, não germina e morre.
Devido à presença dos
portugueses e a conseqüente abertura da Estrada Real do Comércio, o
município Vila de Iguassú foi criado – a partir do decreto assinado,
em
15 de janeiro de 1833 – pelo Regente
Nicolau Pereira de
Campos Vergueiro, em nome do Imperador Dom Pedro II,
em uma região
anteriormente habitada pelos índios jacutingas. Nossa Senhora da Piedade
do Iguassú, Santo Antônio de Jacutinga, São João de Meriti, Nossa Senhora
da Conceição do Marapicu e Nossa Senhora do Pilar formaram o município de
Vila do Iguassú, tendo sido a última freguesia absorvida pelo município de
Vila da Estrela em 1846.
Posteriormente, a abolição dos escravos – mão-de-obra muito utilizada nas
diversas lavouras da região – a construção de estradas de ferro e
epidemias como cólera e varíola – motivo de transferência dos moradores
para Maxambomba – levaram o município à decadência em meados do século
XIX.
O progresso do arraial foi reconhecido em 1891, quando foi elevado à Vila
de Maxambomba. Em 1916, passou a denominar-se Nova Iguassú, cuja grafia
mudou para Iguaçu devido à reforma ortográfica da língua portuguesa de
1943. Acreditamos ser a preservação da história e da cultura o caminho
para que um povo se conscientize da importância de defender e resguardar
bens culturais e históricos a fim de colaborar para o processo de (re)conhecimento
da sua identidade.
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