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17
de outubro, oito e meia da manhã e o
Museu Histórico Nacional já recebe uma
pequena aglomeração de professores,
museólogos, historiadores e formadores
de opinião.
A
curiosidade é a tônica no debate que
naturalmente vai ganhando mais
adeptos. Eles aguardam a primeira
atividade que marca o lançamento do
projeto Baixada em Destaque - o
embarque em direção aos patrimônios
históricos da Baixada Fluminense.
Ir
a campo e
conhecer
o que a maioria teve contato somente
através de livros e exposições é um
momento especial. “Quase uma viagem no
tempo” – exclama uma das
participantes, tamanha a surpresa ao
chegar nas ruínas da Fazenda São
Bernardino, ícone da falta de
preservação dos monumentos históricos
da baixada.
Depois da Torre Sineira da Igreja de
Nossa Senhora da Piedade de Iguassu,
visitamos o Caminho do Comércio,
sentindo a grande emoção em
caminhar sobre pedras colocadas há
mais de dois séculos e responsável
pelo desenvolvimento da região.
Nossa
última parada - Porto de Iguassú,
pequeno tanque de água suja, em
propriedade particular, ao qual
pode-se ter acesso através de uma
escada de pedras e que hoje não cumpre
mais o seu papel de escoamento do
desenvolvimento local, fazendo ligação
de nada para lugar algum, para a
constatação e o espanto de todos.
Três e meia da tarde, fim da visita a
campo e o retorno ao Museu Histórico
Nacional. Há no ar um sentimento de
nostalgia com relação aos patrimônios
visitados e suas histórias, e a
certeza de que se nada for feito, em
um futuro próximo as grandes riquezas
ambientais só poderão ser apreciadas
em museus. E, este não é exatamente o
futuro que nossos descendentes
merecem.

“O
acervo fotográfico, a história no
Museu Histórico Nacional. Pra nós é
uma grande vitória levar lá pra baixo,
pro Rio de Janeiro, a história da
baixada, em um museu super conhecido
como é o Museu Histórico Nacional.”
Selma – guia turística da Mannon
“...
projeto da exposição Baixada em
Destaque, trazendo para essa questão
visual, palpável, isso é uma idéia que
se não única, tem que ser registrada
para a prosperidade. Isso é uma
delícia!”
Eduardo Corrêa Castilho - Fundação
Educarte

“Eu
não gostaria de estar em outro lugar,
a história está sempre viva...” “Mas a
gente tenta de alguma forma preservar
para deixar para outros mais tarde
saberem que existiu, que existiram as
coisas.”Anamaria
de Almeida – MHN

“É
difícil entender como se pode chegar a
esse ponto, totalmente abandonado. Sou
da área de turismo e estou
impressionada com o abandono, as
ossadas, animais mortos, tudo muito
depreciado”
Lucia Helena - New It
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